Dieta mediterrânica

Falar em dieta mediterrânica é falar num dos estilos alimentares mais estudados de sempre e, de acordo com a Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Nutrição, Helena Real, num dos mais saudáveis. Neste padrão alimentar há lugar para muitos alimentos de origem vegetal como “produtos hortícolas, fruta, cereais integrais, leguminosas, ervas aromáticas, frutos oleaginosos”, mas também para alguns produtos de origem animal como “a carne, o peixe e os ovos” e oazeiteé “a gordura de eleição”, explica Helena Real. Com grupos alimentares tão variados a palavra-chave é moderação. “Temos que pensar num termo muito característico da dieta mediterrânica que é a frugalidade. Temos que comer com moderação, de acordo com aquilo que serão as necessidades de cada pessoa”, assegura a nutricionista. A dieta mediterrânica – que, em 2013, foi considerada Património Imaterial da Humanidade – está geralmente associada a uma diminuição do risco de desenvolver “doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade e diabetes, adianta Helena Real. Mas os impactos desta dieta na saúde não ficam por aqui. A especialista acrescenta que atualmente são também muito discutidos os benefícios deste padrão alimentar na questão “das doenças neurodegenerativas e como sendo protetora de muitos cancros”. Helena Real é perentória: “Se nós seguirmos as orientações de uma alimentação mediterrânica vamos ser mais amigos do ambiente”. E porquê? “Porque vamos desperdiçar menos alimentos, a própria utilização dos alimentos é mais consciente e, por isso, também reduzimos o próprio desperdício alimentar”, assegura a nutricionista. Escolher produtos alimentos “frescos e da época” é fundamental para consumir o produto certo na altura certa do ano. Para além disso, Helena Real recomenda o consumo de produtos locais e privilegiar uma agricultura de proximidade: “Estamos aqui a promover os ciclos curtos de circulação dos próprios alimentos, ou seja, o tempo e o número de quilómetros que percorrem até ao nosso prato”. Na hora de deitar mão aos tachos e panelas, o melhor é optar por pratos simples e coloridos: “É importante a questão da própria imaginação, de não ter receio de cozinhar ou de juntar vários alimentos numa mesma confeção culinária. Confeções culinárias muito coloridas. As caldeiradas, os ensopados, os estufados, as açordas”. Sara Beatriz Monteiro/TSF

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