POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

O nosso compromisso

 

POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE

 

Figueirinha Ecoturismo quer ser auto-sustentável

A caminho de assegurar a sua auto-sustentabilidade, a Figueirinha Ecoturismo investe em energias limpas e na permacultura. Aqui, o ecoturismo não é uma palavra vã ou uma mera expressão que está na moda. Pratica-se a cada dia, em todas as nossas actividades.

A Figueirinha Ecoturismo é um verdadeiro oásis em pleno coração alentejano, em área de 1,975 hectares abrigada entre São Luís e Relíquias e a 27 quilómetros das mais belas e selvagens praias da Costa Vicentina. Esta parcela de terreno está inserida na Reserva Ecológica Nacional e na Rede Natura 2000. Neste lugar a ligação à natureza é plena, mas também o aconchego das relações humanas torna-se mais simples. Num Alentejo mais rural o conforto não foi esquecido nos quartos e nas tendas, apoiado nos painéis solares que garantem uma quase completa auto-suficiência energética e numa piscina biológica em que a oxigenação da água é assegurada por 23 espécies diferentes de plantas aquáticas, no fundo, à superfície e nas margens, criando um habitat perfeito para pequenas rãs, tritões e cágados. Dois terços da piscina estão reservados às plantas e um terço aos banhistas.


Slow Food e produtos da região

À nossa mesa, servimos sempre que possível, produtos de origem biológica da nossa própria horta (legumes); frutos do nosso pomar ou colhidos na zona; temperos, doces e licores caseiros (produzidos com os excedentes dos frutos); e o azeite do nosso olival (processado no vizinho lagar de Colos). O pão é amassado e cozido em forno de lenha nas aldeias vizinhas; tal como o queijo de ovelha e de cabra; o mel é adquirido a um apicultor local ou de Odemira; a carne de porco preto, borrego e vaca também tem origem na região; e o peixe é proveniente das comunidades de pesca artesanal de Sines, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar.

Praticamos a filosofia do Slow Food, um movimento ecogastronómico criado para responder aos efeitos negativos do “fast food”, contrariar o desaparecimento das tradições culinárias regionais e inverter o crescente desinteresse das pessoas pela sua alimentação. O Slow Food defende os alimentos bons, limpos e justos, preservando a biodiversidade, a educação do gosto e a cultura gastronómica. Organizado em convivia, o movimento conta hoje com mais de 100 mil membros, em 150 países, nomeadamente, em Portugal.


Comércio Justo e Turismo Ético

Na Figueirinha Ecoturismo consomem-se produtos do Comércio Justo, nomeadamente, o açúcar de cana mascavado de agricultura biológica, 100% não cristalizado, também conhecido por “açúcar panela”. Este açúcar mantém uma alta percentagem de nutrientes, vitaminas e minerais, já que o seu processo de elaboração é absolutamente natural. O Comércio Justo é um movimento social, criado com o objectivo de transformar os actuais modelos de relações económicas, propondo circuitos alternativos de comercialização de bens e serviços. O Comércio Justo é um modelo de desenvolvimento baseado na economia solidária, que valoriza as pessoas, o trabalho colectivo, a equidade e a cooperação, face à competição e à concentração de riqueza nas empresas transnacionais; defende a transformação dos produtos localmente, valorizando o papel dos produtores locais, que não são vistos como meros fornecedores de matérias-primas; e a soberania alimentar, no Sul e no Norte, que consiste no direito dos povos decidirem de que forma e que alimentos querem produzir. O Comércio Justo favorece os mercados internos e locais, através do fortalecimento dos circuitos curtos, sem intermediários; uma relação directa e transparente entre quem produz e quem consome; os processos tradicionais; e a agricultura biológica. Por outro lado, procura trabalhar com produtores que funcionam de forma colectiva, comprometidos com a realidade social, política e ambiental do seu território.

O movimento por um Turismo ético, responsável e solidário tem origem na Europa com base nos princípios do Comércio Justo. É o ponto de partida para o desenvolvimento sustentável do sector. Através do cumprimento de princípios e critérios éticos o objectivo é conseguir condições para o financiamento de projectos de desenvolvimento sustentável, formação e infra-estruturas, para além de parcerias em experiências de trabalho concretas.


Actividades amigas do ambiente

Disponibilizamos bicicletas de montanha de utilização gratuita para passear nas vizinhanças ou até às aldeias do Monte da Estrada e da Ribeira do Seissal.

Na qualidade de empresa listada da Rota Vicentina, apadrinhamos a Rota Circular da Srª. das Neves, um trilho pedestre de 14 quilómetros, por onde os nossos hóspedes são convidados a caminhar, despertando para a magia da natureza.

Os hóspedes têm acesso livre à nossa horta biológica e ao pomar, colhendo frutas e legumes, de acordo com as estações do ano.

Os mergulhos entre nenúfares, libelinhas e rãs na nossa piscina biológica é uma experiência inesquecível.

A cozinha comum, o forno de lenha, os churrascos e a grande mesa redonda do “caramanchão”, transformam as refeições em saborosos momentos lúdicos de comunhão com a natureza.

Convidamos os nossos hóspedes a explorar a natureza em todos momentos, proporcionando piqueniques no cimo da Srª. das Neves, actividades no olival ou observação de estrelas. Propomos aos nossos hóspedes diversas actividades com parceiros locais, como caminhadas na Rota Vicentina (rota histórica e rota dos pescadores), passeios a cavalo, canoagem no rio Mira e stand up paddle em Vila Nova de Milfontes.


Divulgação dos produtos locais e da região

O nosso pequeno-almoço inclui uma grande variedade de produtos locais, como pão alentejano da Ribeira do Seissal, queijos de ovelha do Campo Redondo e de cabra do Cercal, e de produção própria (doces, bolos, sumos e fruta).

As azeitonas das nossas oliveiras são processadas no lagar de Colos e o azeite biológico do Vale Figueira integra a Arca do Gosto da Fundação Slowfood para a Biodiversidade desde 2014.

Os nossos hóspedes são convidados a conhecer e consumir nos estabelecimentos das aldeias e localidades vizinhas.

Na recepção são prestadas informações sobre a região, apoiadas em mapas, guias, roteiros.

Participamos activamente na divulgação do Vale Figueira, da Costa Vicentina e do interior do concelho de Odemira, através de reportagens fotográficas dedicadas aos seus pontos de interesse turístico.

Integramos uma rede de parceiros locais que oferece experiências de animação únicas, abdicando de quaisquer comissões de intermediação.

Contratamos mão-de-obra local para a realização de trabalhos agrícolas, obras de construção e de manutenção.


Redução do impacte ambiental

A nossa energia eléctrica é 100% fotovoltaica (5800 kWh por ano, equivalente a uma redução de 4000 kg de CO2), captada por meio de painéis solares (não estamos ligados à rede).

A iluminação dos alojamentos é efectuada com a utilização de lâmpadas led.

A iluminação exterior é reduzida ao mínimo para evitar o consumo energético e a poluição luminosa.

O nosso aquecimento é realizado através de salamandras a lenha (quartos duplos) e fogão a lenha, com radiadores e toalheiros a água (casa principal).

O aquecimento da água dos quartos duplos é obtido por meio de painéis termo solares.

As tendas de Glamping dispõem de casas de banho de composto orgânico, contribuindo para a produção de 2 m3 de composto por ano.

Os nossos hóspedes não trocam as toalhas diariamente, por forma a contribuírem para a redução do consumo de água e detergentes.

Os sabonetes são artesanais e produzidos na região, recorrendo a matérias-primas locais.

O papel higiénico e os guardanapos são 100% reciclados e de origem nacional.

Os nossos esgotos são tratados numa fossa biológica.

Reciclamos e incentivamos à reciclagem em cada uma das nossas casas, através da colocação de ecopontos.

As nossas zonas verdes são prados espontâneos que não carecem de rega.

A manutenção dos espaços exteriores é realizada com recurso a meios manuais e mecânicos, sem recurso a pesticidas.

A nossa piscina é biológica, sendo o seu equilíbrio assegurado através da recriação de um ecossistema natural, onde as plantas garantem a purificação da água.

Reduzimos ao máximo a impressão de materiais publicitários em suporte de papel, privilegiando outros meios de divulgação de menor impacto ambiental.

Um factor de decisão essencial nos nossos consumos é o número de quilómetros percorridos. Sempre que possível, compramos localmente.